Bigorexia – A obsessão de jovens por ganhar músculos

Bigorexia – A obsessão de jovens por ganhar músculos
Cada vez mais adolescentes, principalmente garotos, têm gasto horas a fio em treinos extenuantes na academia e buscado dietas hiperproteicas. O objetivo? Ficar “grande”, “monstrão”. Essa onda tem crescido a tal ponto que os especialistas já cunharam um termo para se referir a ela: “bigorexia” (big em inglês significa grande, em português usa-se a palavra vigorexia). As redes sociais ajudam os jovens a encontrarem influenciadores que investem em treinos pesados e alimentação focada no objetivo de “crescer”. E essas mesmas redes se tornam o palco predileto para que os mais novos possam exibir os resultados alcançados. O TikTok, que conversa predominantemente com os adolescentes, é apredominantemente com os adolescentes, é a plataforma predileta dessa turma.
Bigorexia tem sido encarada pelos psiquiatras como uma das manifestações de uma dismorfia corporal (percepção distorcida sobre o corpo), mais comum em homens, caracterizada por excesso de musculação, preocupação constante em não parecer forte o suficiente e o foco em dietas que levam a perda de peso e aumento de massa muscular. O resultado pode ser uma obsessão com a aparência.
Da mesma forma que a anorexia é um distúrbio de imagem corporal, em que as pessoas sentem que estão acima do peso (mesmo sem estar) e querem emagrecer cada vez mais, a bigorexia pode se tornar uma percepção distorcida sobre o tamanho do corpo e dos músculos, que cria um desejo de querer crescer cada vez mais.
O limite entre estar bem fisicamente e ficar obsessivo por ser cada vez mais forte nem sempre é claro para os garotos muitos jovens, inseridos nessa cultura ainda machista que associa músculos e força a poder e admiração. Assim, o que começa como uma tentativa de melhorar o corpo e ser admirado pode se tornar um verdadeiro tormento.
Precisamos ficar atentos para comportamentos prejudiciais e nocivos para a saúde física e mental dos mais novos.
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